Sileno e Mcarte

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Quisera ser Durga, deusa do feminino e da energia criativa, mas com doze orelhas em lugar dos braços para cantar a força e a beleza dos versos de Ricardo Máximo, esse bardo sazonado pela vida, temperado pela poesia. Em seu mundo tântrico da Unyo Mystica, amálgama do masculino e do feminino, exalta a Mulher, que tudo vertebra. Seja na icônica Raquel Maria, a banhar-se após se haver banhado, seja na mesclada Soraya, de cujo púbis se queria o poeta jardineiro, é a Mulher teologicamente celebrada da cabeça aos pés, pois trai sua própria Humanidade “aquele que não cobre de beijos os pés da Mulher” ou que não se refestela na generosidade cornucópica das suas “nádegas arcanjas, eclesiais”! Desta religião Ricardo Máximo foi eleito Papa, papão que é! E que Deus seja louvado! O poeta, “obstinado artefato do amor”, mostra-se pleno na absoluta querência da mulher amada, que, se viesse, toda noite seria recantada, trombeteada aos quatro ventos para ser comemorada. Mas, o vão abissal entre este Etna de Amor e o silêncio da Deusa Mulher faz o poeta sangrar: “meu coração é um bando de cigarras que não conseguem fazer-se ouvir”. Salva-lhe a força palingenética da poesia: “ouso pensar que possa vir a ser amado por fazer poemas”.

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